. METODOLOGIA .

Tendo em consideração os objetivos do projeto, começámos por identificar e selecionar cinco explorações com tipologias de investimento diferentes. Estas tipologias foram selecionadas com o objetivo de se encontrar um gradiente de intensificação agrícola, partindo de explorações já com algumas preocupações do ponto de vista ambiental e dos serviços dos ecossistemas, acabando em explorações mais intensivas. Nem sempre foi fácil encontrar pontos de divergência entre estas tipologias, porque de fato a dimensão da exploração, a sua própria organização e a sua vizinhança tornam estas situações mais difíceis de criar sobreposição.

Cada tipologia de exploração foi alvo de uma caracterização exaustiva, nomeadamente as práticas utilizadas, as características abióticas (clima temperatura e precipitação, topografia e altitude, declive e orientação das vertentes,  geologia, hidrologia – linhas de água, bacias de retenção, solos e tipo de solo textura de solo, características bióticas (ocupação do solo e áreas de foco ecológico existentes). Cada uma das caracterizações foi realizada com o auxílio de visitas de campos e com o auxílio de informação geográfica (assim como algumas derivações em ambientes computacionais). O resultado desta caracterização culminou numa cartografia de grande detalhe – (fomos ao detalhe de ter áreas por exemplo com 30/40 metros quadrados). Com base na caracterização e identificação das diferentes explorações, utilizamos dois cenários distintos para quantificarmos os serviços dos ecossistemas; o cenário “Ponto de Partida” e o cenário das “Boas Práticas”.

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O cenário “Ponto de Partida” é o cenário atual de cada uma das explorações com base na caracterização feita inicialmente, onde nomeadamente se mapearam (com grande detalhe) todas as áreas de foco ecológico. O cenário “Boas Práticas” é uma simulação onde introduzimos novas estruturas de foco ecológico em todas as explorações para melhorarmos o seu desempenho ecológico (potenciar os serviços de ecossistemas e a biodiversidade) sem comprometermos as suas capacidades produtivas. Todas as novas áreas têm as mesmas características e métricas e tiveram como base a reconversão de áreas de terra arável (nomeadamente as extremas das parcelas) e a reconversão total das áreas de superfície de interesse ecológico e/ou pousio.

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Os critérios para criação e implementação destas novas estruturas tiveram por base o juízo da equipa técnica envolvida no projeto (assim como sugestões do Focus Group) e desenvolveram-se sempre com o feedback dos agricultores e proprietários das explorações. Como tal as estruturas de foco ecológico selecionadas são estruturas que fazem sentido, que estão adequadas e que são exequíveis no terreno, quer seja para estas tipologias de explorações, quer seja para outras.

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Tendo por base estes dois cenários, e tendo em consideração que as novas áreas de foco ecológico têm as mesmas características e métricas (largura, colocação adjacente a campo agrícolas, e outras características florísticas) conseguimos avaliar para cada uma das estruturas ecológicas avaliadas quais é que são os benefícios e evoluções em cada uma das explorações a quando da sua implementação. Para a quantificação dos serviços dos ecossistemas em cada uma das explorações e em cada um dos cenários, utilizámos um software de modelação de dados, o InVEST (Integrated Valuation of Ecosystem Services and Tradeoffs)

InVEST

Visto que caracterizámos o “Ponto de Partida” e o “Ponto de Chegada”, foram caracterizadas um total de 785 estruturas e/ou estruturas de foco ecológico. Sendo que, vale a pena realçar o fato de serem em média 10 variáveis quantitativas e em média 47 variáveis quantitativas. Tal como a cartografia de base que teve um grande detalhe, a caracterização das estruturas também foi de grande detalhe, visto que não deixamos quase nenhum parâmetro por preencher.

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